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Valmor Pietsch e Marco Aurélio Braga assumem a coordenadoria do Colégio de Entidades Nacionais

Fortalecimento das entidades e valorização profissional são dois dos pontos destacados na proposta de trabalho da chapa eleita para coordenar o Colégio de Entidades Nacionais (Cden) do Sistema Confea/Crea e Mútua em 2019. Eleitos na tarde desta quarta-feira (20/2), Valmor Pietsch, presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Agrícolas (Abeag), e Marco Aurélio Braga, presidente da Federação Nacional de Engenheiros Mecânicos e Industriais, têm um ano de mandato à frente do grupo.

 

 



Ao assumir a coordenação, Pietsch ressaltou a importância da união. “Somos um grupo de vinte entidades. Não existe separação. Precisamos de parceiras para que cresçamos enquanto colegiado”, disse, e pediu que todos acompanhassem, analisassem e, mais, fizessem cobranças a respeito dos projetos do Colegiado.

Coordenador-adjunto, Braga defende a modernização do Cden. “Queremos colocar uma característica mais jovial, agregar tudo digitalmente. Precisamos conversar mais facilmente, de forma mais tranquila”, pontuou. Após agradecer a confiança dos colegas, ressaltou o trabalho a ser desenvolvido. “Nossos cargos são honoríficos. Largamos nossas atividades pessoais, nossas famílias, e viemos até aqui para construir algo. Viemos para trabalhar”, concluiu.


Pietsch e Braga recebem o cargo de Wilson Lang (presidente do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia) e de Vanderli Fava (presidente da Associação Brasileira de Ensino em Engenharia). Antes de passar a coordenação dos trabalhos aos novos mandatários, Lang destacou algumas das ações realizadas em 2018, como o projeto para desenvolver a cultura de planejamento estratégico nas entidades regionais e as tratativas junto à Ordem de Engenheiros de Portugal (OEP) para a realização de um evento internacional que trate da preservação do patrimônio histórico – esse último motivado pelo incêndio que destruiu o Museu Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro, em setembro passado.


A primeira reunião de 2019 do Cden faz parte da programação do 8º Encontro de Líderes Representantes, que até 22 de fevereiro reúne centenas de lideranças profissionias em Brasília. É neste evento que são definidos os planos de trabalho, os calendários e os coordenadores do Colégio de Presidentes, do Cden e das Coordenadorias de Câmaras Especializadas e de Comissões de Ética.

 

Beatriz Craveiro
Equipe de Comunicação do Confea

Confea analisa parcerias com Unyleya

O Confea pretende analisar as propostas encaminhadas pela Faculdade Leya (Unyleya), visando à promoção de parcerias com o Sistema, oferecendo como contrapartida o estudo das grades curriculares dos cursos de graduação e pós-graduação da entidade. Em reunião mantida na tarde desta terça (6), representantes das entidades discutiram temas como o ensino a distância, ficando evidenciado o posicionamento contrário à modalidade.

“Hoje, a posição do Confea é contra o EaD, principalmente na graduação. Estamos abertos ao diálogo, mas temos restrições para que esses cursos de engenharia sejam promovidos dessa maneira. Em muitos casos, a gente entende que há mais mercantilismo do que preocupação com a sociedade. Temos que ter controles, como possivelmente as provas de proficiência”, destacou o vice-presidente do Confea, eng. Eletric. Edson Delgado, em posicionamento corroborado pelo presidente da Associação Brasiliense de Engenharia de Segurança do Trabalho (Abraest), Denílson Rodrigues Santana, e da assessora da presidência do Confea, eng. eletric. e eng. seg. trab. Fabyola Resende, além do presidente e do vice-presidente da Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial (Fenemi), respectivamente, Marco Aurélio Candia Braga e Gutenberg Rios. 

Edson Delgado se referia explicitamente às pós-graduações EaD da faculdade em Engenharia de Segurança do Trabalho e em Engenharia de Produção, em processo de autorização pelo ministério da Educação. “Engenharia de Segurança do Trabalho envolve vida. Muitos conhecimentos dependem da prática. Estamos lidando diretamente com a vida e a saúde do trabalhador. A disciplina Higiene Ocupacional, por exemplo, exige prática pois é onde o aluno aprende a lidar com situações de insalubridade e periculosidade no trabalho. Outra situação preocupante é a que envolve os Primeiros Socorros. É fundamental que o engenheiro de Segurança do Trabalho tenha o mínimo de conhecimento prático para prestar atendimento no caso de acidente do trabalho, como intoxicação, queimaduras, feridas etc. É um conhecimento prático que pode significar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a nossa maior preocupação, a defesa do trabalhador, do empregador e da sociedade”, considerou a eng. seg. trab. Fabyola Resende.

Pela Unyleya, participaram da reunião o coordenador de pós-graduação, Eduardo Cobre, a gerente comercial Juliana Rocha e o supervisor comercial João Quinalha. Destacando ainda a possibilidade de uma parceria em torno de cursos livres de capacitação para os profissionais do Sistema ou para os profissionais dos Regionais e do Federal, o grupo apresentou a amplitude do grupo, tem responsável por publicações e outras soluções educativas. Em apenas uma delas, a W-Pos, há o registro de 44 cursos de engenharia a distância, enquanto na própria Unyleya há mais de 80 cursos da área de engenharia homologados.

 

Universidade apontou para a possibilidade de convênios com os profissionais e para ajustes na grade curricular de seus cursos a distância
Universidade apontou para a possibilidade de convênios com os profissionais e para ajustes na grade curricular de seus cursos a distância


Segundo a faculdade, convênios para a promoção de descontos em cursos livres já foram promovidos junto aos regionais do Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rio Grande do Sul e outros. “Podemos encaminhar propostas para convênios e descontos em cursos de pós-graduação customizados, além de cursos livres com trilhas de conhecimento para pós”, comentou Juliana Rocha. “Poderíamos analisar essa parceria na parte de gestão pública, que pode ser muito útil aos profissionais dos Creas e do Confea”, ponderou Fabyola Resende. Em relação aos cursos de especialização em engenharia na modalidade EaD,  João Quinalha considerou que, a exemplo das negociações mantidas junto ao Conselho Federal de Enfermagem – Cofen, é possível que haja algumas adaptações nas pós-graduações a distância.

 

Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea

Comunicadores do Sistema discutem estratégias de divulgação

Com a proposta de debater estratégias de comunicação e marketing e ampliar o diálogo com os profissionais e a sociedade, o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia promove o Seminário de Comunicação Institucional em Brasília, nos dias 7 e 8 de fevereiro.

 

 

 

 

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A agenda será uma oportunidade de integrar os profissionais de comunicação do Sistema Confea/Crea e Mútua, como pontua o presidente eng. civ. Joel Krüger. “Nossa grande expectativa é compartilhar com os participantes informações para o aperfeiçoamento da comunicação.” 

Para isso acontecer, o gerente de Comunicação do Conselho, jornalista Felipe Augusto Pasqualini, adianta que o conteúdo está sendo planejado para proporcionar conhecimentos sobre como explorar ferramentas de comunicação e, assim, ampliar a interação com os stakeholders. 

“Está prevista palestra sobre o futuro da comunicação, com participação de um especialista em marketing contemporâneo. Teremos também uma conversa com profissional de mercado sobre produção de conteúdo para redes sociais, com foco na relação dialógica”, comenta o gerente, que conta com auxílio da publicitária Silvia Girardi na organização do seminário. 

Plano de Comunicação
“Durante o evento, pretendemos ainda levar aos comunicadores instruções para a elaboração de plano de trabalho para o Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento da Comunicação e para a Política de Patrocínios”, complementa o presidente do Confea lembrando que a realização do encontro é uma das ações propostas pelo Plano de Comunicação do Confea 2018-2020.

Nessa linha, estão programados três momentos de explanação e debate sobre esses temas com a presença do superintendente de Estratégia e Gestão e das gerentes de Desenvolvimento Institucional e de Planejamento e Gestão. 

Troca de informações
Para compartilhar experiências e apontar contribuições de melhoria para casos reais que acontecem no cotidiano da área de comunicação, os participantes terão duas horas de conversa no primeiro dia de seminário, que será fundamental para o sucesso da comunicação institucional, como avalia a integrante do Conselho de Comunicação e Marketing (CCM) e presidente do Crea-RN, eng. civ. Ana Adalgisa. 

“Esse momento será de extrema importância para que nossos profissionais da comunicação fiquem por dentro das tendências. Acredito que todos ganham com esse aperfeiçoamento: os comunicadores que vão adquirir mais conhecimento, e os profissionais e a sociedade que passarão a ter uma comunicação mais uniforme e com a visibilidade necessária para divulgar as ações do Sistema Confea/Crea."

O alinhamento das estratégias também é visto com bons olhos pelo conselheiro federal e componente do CCM, eng. agr. João Bosco de Andrade Lima Filho: “O evento se reveste de importância para o momento atual em que a engenharia, por meio das suas diversas modalidades, será demandada; por isso é importante nivelar informações”.

Quem também aposta nos bons resultados do encontro é o presidente da Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial (Fenemi) e membro do CCM, Marco Aurélio Braga: “O seminário é relevante, pois permite a contribuição daqueles que fazem parte do Sistema, ajudando a construir uma rede de difusão de informações atualizada com as tendências de comunicação, acessível e eficaz, dando visibilidade ao Sistema Confea/Crea”.

Julianna Curado
Equipe de Comunicação do Confea

Entidades do Sistema lamentam tragédia de Brumadinho

Diversas entidades que compõem o Sistema Confea/Crea manifestaram-se em decorrência do rompimento da barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho-MG. No último sábado (26), o Confea e o Crea-MG assinaram uma nota conjunta, lamentando o incidente da última sexta, que já registrou a morte de 60 pessoas até o início da tarde desta segunda-feira. Todas as entidades se solidarizam com as vítimas e destacam a importância da Engenharia e das Geociências do país.

Em sua conclusão, a nota afirma: “Os Conselhos reforçam a necessidade de discutir alternativas e protocolos técnicos capazes de minimizar riscos sociais e ambientais, assim como as políticas de licenciamento ambiental e de segurança de barragens. Para o Sistema Confea/Crea é imperativo trabalhar com demais órgãos técnicos na busca de soluções definitivas para que desastres como esse jamais voltem a acontecer em nosso país”.

“É com pesar que externamos nossa solidariedade às famílias das vítimas da tragédia de Brumadinho, Minas Gerais. Lamentamos por mais um cenário catastrófico, o Brasil está de luto juntamente com a Engenharia de Segurança do Trabalho”, declarou a Associação Nacional de Engenharia de Segurança do Trabalho (Anest).

Negligências e questionamentos

Com um alerta ao governo federal para a necessidade de rigor na fiscalização e no cumprimento da legislação ambiental e de respectivos protocolos de segurança, a Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) também prestou solidariedade às vítimas e familiares de mortos e desaparecidos, entre eles, profissionais de engenharia. “A tragédia, resultante de negligências diante de alertas da sociedade civil organizada, impõe ao Brasil a urgente tarefa de controle social desses empreendimentos. Reivindicamos, ainda, o fortalecimento das instituições públicas de fiscalização, auditoria e monitoramento, bem como responsabilização, punição rigorosa aos envolvidos e reparação às famílias e à população atingida”. E conclui, enaltecendo a “competência, a inteligência e a capacidade técnica da engenharia brasileira e de especialistas das universidades públicas em proporcionar soluções para a contenção de danos, logística e reconstrução da região”.

O contexto das barragens de rejeito e de águas do Estado de São Paulo serviu de parâmetro para a nota da Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo). Após uma consulta ao site da Agência Nacional de Águas (ANA), a entidade relatou que apenas 197 das 7.171 barragens outorgadas do Estado estão cadastradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), criado pela Lei Federal nº 12.334/2010. Identificando outras falhas no registro, sobretudo das barragens de grande porte, acima de 15 metros e com alto dano potencial associado, a entidade faz cinco importantes questionamentos às autoridades, colocando-se à disposição para auxiliar na aplicação da Política Nacional de Segurança de Barragens. Posteriormente, a entidade publicou uma segunda nota sobre a tragédia.

Conhecimento e medidas

Após lembrar que "a construção e a operação de uma barragem agregam conhecimentos multidisciplinares, abrangendo grande parte das engenharias, geologia, geotecnia e agronomia”, a Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial (Fenemi) lastimou a “desvalorização de nossa engenharia no Brasil”, desde a formação do engenheiro à ausência de empreendimentos. A Fenemi associa a escassez de profissionais experientes nas grandes obras atuais, em detrimento a mão de obra menos dispendiosa, à contratação pelo Regime Diferenciado de Contratações e ao pregão, que “desvalorizaram a engenharia, trazendo consigo um resultado ‘aprovado’ burocraticamente pelos órgãos de controle estatais, mas sem o devido amadurecimento técnico necessário”, apoiando a aprovação do PLC 13/2013, que trata da Carreira Técnica de Estado para Engenheiros e Arquitetos, ressaltando ainda que “as palavras-chave para evitar catástrofes como essas são manutenção e monitoramento, que exigem equipes multidisciplinares, bem treinadas e experientes”. 

Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge) solidarizou-se com as vítimas, lembrou que os prejuízos ambientais e humanos são interdependentes e indissociáveis e considerou que “as entidades da engenharia estão consternadas e preocupadas com a situação de outras intervenções que podem resultar em novas tragédias, sejam elas pontuais como esta ou que vão deteriorando o ambiente ao longo do tempo”.

Já a Academia Cearense de Engenharia – ACE afirmou que “na Engenharia de Barragens, o Brasil se destacou e granjeou o respeito internacional por suas obras magníficas”, apontando que, desde 2004, “a Engenharia Nacional se voltou para o desenvolvimento da Segurança de  Barragens”, culminando com aprovação da Lei 12.334/2010, e lembrando que a incumbência pela condução e implementação da Política Nacional de Segurança de Barragens cabe à ANA e ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). “Deste modo, coube inicialmente ao DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral e hoje à ANM – Agência Nacional de Mineração, a fiscalização das barragens de acumulação de rejeitos da mineração”, descreve a nota, antes de enfatizar a necessidade de o país "proibir a construção das barragens de acúmulo de rejeitos pelo processo de alteamento a montante”.

Equipe de Comunicação do Confea

Comunicado oficial: rompimento de Brumadinho

Senhores(as),

 

A FENEMI - Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial se compadece com as vítimas de mais um lastimável evento de falha de barragem.

A história da engenharia de barragens no Brasil é antiga e sempre buscou por excelência e qualidade, e com ela chegamos ao topo mundial em projeto e construção de barragens.

A construção e operação de uma barragem agrega conhecimentos multidisciplinares, abrangendo grande parte das engenharias, geologia, geotecnia e agronomia, além de outras áreas de formação não técnica, o que torna cada empreendimento único e com um potencial econômico direto e indireto.

O Meio Ambiente sempre é pauta em empreendimentos de barramento, devendo o mesmo ter sua viabilidade estudada, afinal, o bojo desse tipo de empreendimento é de larga amplitude e necessita de tempo de estudo e projeto.

Mas então, onde foi parar nossa competência reconhecida mundialmente? Desaprendemos? De fato, não desaprendemos!

Boa parte dos profissionais que nos levaram ao estrelato mundial ainda continuam atuantes em suas carreiras, mas vejamos: houve um tempo em que os participantes do empreendimento (projetista, construtor e cliente) sentavam à mesa e falavam a mesma língua, com base técnica. Notando os empreendimentos atuais, o que se tem é um cliente que considera a engenharia apenas um mal necessário, desprovido de informações de peso técnico, onde se enxerga apenas prazo e custos.

E com isso as decisões de cunho técnico são tomadas por não-técnicos, em meio a uma exorbitante burocracia, sem mérito em normativos de engenharia.

A carreira técnica no Brasil, inicialmente, foi colocada paralela à carreira administrativa e depois subordinada a essa segunda. É lastimável essa desvalorização de nossa engenharia no Brasil. Essa depreciação se inicia desde a formação do engenheiro, também prejudicada com a ausência de empreendimentos.

Como dito, há de se pautar os efeitos indiretos de grandes empreendimentos. À exemplo das barragens, as equipes são formadas por gerações de profissionais de carreira técnica com o objetivo de transmissão de conhecimento. Ao buscar as grandes obras, é notável a presença de profissionais sêniors, plenos, júniors e estagiários, que completam a cadeia da aprendizagem.

Contudo o que se vê hoje, nas obras, é que raramente se encontram profissionais experientes. Os sem experiência são mais “baratos” e são aprovados pela atual forma de exercício do dispêndio público. Além disso, a falta de trabalho para profissionais de engenharia dificulta a formação profissional.

As medidas “legais” de RDC e pregão achataram os preços, mas também desvalorizaram a engenharia e reduziram drasticamente o tempo de estudo e projeto, trazendo consigo um resultado “aprovado” burocraticamente pelos infindáveis órgãos de controle estatais, mas sem o devido amadurecimento técnico necessário.

O estado muito pode melhorar com isso, aprovando, por exemplo, a PLC 13/2013, que trata de Carreira Técnica de Estado para Engenheiros e Arquitetos e não “analistas”, que há muito tempo devaneia nos corredores de Câmara e Senado sem efetividade.

Lamentavelmente, a taxa atual de insucessos em barragens no Brasil é INACEITÁVEL, e traz evidência de que algo foi significativamente alterado de forma equivocada no processo, quando comparada com o resto do mundo. Durante cerca de 35 anos construímos uma significativa quantidade de barragens e tivemos pouquíssimos problemas, mas na última década a “coisa” se perdeu.

No mundo todo existem inúmeras cidades e instalações a jusante de barragens. Afinal elas não são feitas para romper. No entanto, não existe RISCO ZERO. Existem riscos calculados, existem controles e normativas que minoram a ocorrência desses acidentes.

Contudo as palavras chave para evitar catástrofes como essas são manutenção, que parece ter desaparecido do dicionário do brasileiro, e monitoramento, ainda mais distante. As inspeções de segurança em barragens são prejudicadas pela falta desses dois elementos, que exigem equipes multidisclinares, bem treinadas e experientes.

Afinal, agora de acidente ocorrido, a engenharia nacional dará solução de reconstruir os bens materiais, sem dúvidas de forma mais dispendiosa que se tivessem realizado a devida manutenção e monitoramento. Mas as vidas “inundadas” e os custos sociais, esses são irrestituíveis. Nos resta chorar pela lama derramada.

Afinal tivemos falhas em nossas grandes obras recentes. Além de Brumadinho (Barragem), houve: Mariana (Barragem), Marginal Pinheiros (Viaduto), Eixão de Brasília (Viaduto), Guararapes (Viaduto), Bairro Dionísio Torres (Viaduto).

A FENEMI reitera seu compadecimento, salientando que as ações nesse momento devem ser corretivas, para Brumadinho. Mas para as outras 50 barragens “sem garantia”, as ações devem ser preventivas e preditivas, para a correta manutenção de nossas obras nacionais.

Dessa forma, estaremos garantindo a segurança da sociedade, bem como o gozo dos benefícios diretos e indiretos dos investimentos. E quem sabe conseguiremos promover uma melhor conscientização de todos para que a manutenção seja enxergada como um processo de constante atualização e gestão de nossos ativos, atuando de forma preventiva e progressiva.

 

Atenciosamente,

FENEMI

 

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Geo. Paulo Guimarães [Especialista]

Enga. Tammy Mayara Daltoé Inglez [ABEMEC-DF]

Eng. Gabriel Costa Abreu [ABEMEC-DF]

Eng. Gutemberg Rios [FENEMI]

Eng. Marco Aurélio Cândia Braga [FENEMI]

10º CNP: definidos o tema central e eixos temáticos

“Estratégias da Engenharia e da Agronomia para o Desenvolvimento Nacional”, este é o tema central do 10º Congresso Nacional de Profissionais (CNP), que acontece dentro da programação da 76ª Soea (Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia), a ser realizada de 20 a 21 de setembro próximo, em Palmas (TO). A decisão foi tomada durante a sessão plenária 1483, do Confea, realizada na sexta-feira (25). 

Entre os 65 processos – 59 na pauta ordinária e seis na pauta extraordinária, foi aprovado um prazo maior - até 08 de fevereiro -  para que os Creas DF MS PB e SP enviem ao Confea os nomes das delegações que participarão do 8º Encontro de Líderes Representantes do Sistema Confea/Crea, agendado para os dias 20 a 22 de fevereiro próximo.

Uma inversão de pauta – provocada por problemas técnicos que logo no início da manhã impediram a transmissão via internet, a sessão foi iniciada com a leitura dos processos relativos à infração ao Código de Ética Profissional. No comando, o presidente Joel Krüger informou que a sessão seria interrompida às 11h para que as comissões finalizassem a formação de grupos de trabalho a serem submetidos a aprovação ainda nesta sessão.

Na sessão, os conselheiros aprovaram o tema central do 10º Congresso Nacional de Profissionais (CNP): “Estratégias da Engenharia e da Agronomia para o Desenvolvimento Nacional”. Foram definidos também os eixos temáticos: “Inovações Tecnológicas – Inovações tecnológicas no processo de desenvolvimento econômico sob a ótica da Engenharia e da Agronomia; “Recursos Naturais – O papel da Engenharia e da Agronomia na utilização e aproveitamento de recursos naturais com sustentabilidade”; Infraestrutura – A governança da política de infraestrutura brasileira sob a ótica da Engenharia; “Atuação Profissional – Os rumos da formação profissional da Engenharia e Agronomia brasileiras"; e a “Atuação das empresas de Engenharia – Governança das empresas de Engenharia e obras públicas”.

Contecc
A continuidade da Comissão Temática do Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia (Contecc) para 2019, com o objetivo de organizar o Congresso para a próxima edição da Soea, também foi aprovada. A Comissão, que continua sendo supervisionada pela Comissão de Educação e Atribuição Profissional (Ceap), será coordenada pelo conselheiro federal eng. eletric. Jorge Luiz Bitencourt da Rocha, terá como suplente o eng. civ. Osmar Barros Júnior e também será composta pelos especialistas eng. agr. Laerte Marques da Silva; eng. agr. Luiz Antonio Corrêa Lucchesi; e o  eng. mec. Ernando Alves de Carvalho Filho. O coordenador anunciou que a instalação será dia 12 de fevereiro, no Confea.

Reciprocidade

 

Conselheiro Osmar relatando processo da Ceap
Conselheiro Osmar relatando processo da Ceap

 

Ainda na tarde da sessão plenária 1483, foram aprovados 11 registros de diplomados no exterior com base no Termo de Reciprocidade firmado entre o Confea e a Ordem dos Engenheiros de Portugal. “Desde que foi firmado, em 2016, já foram feitos mais de 200 registros”, contabilizou o conselheiro federal, que integra a Comissão de Educação e Atribuição Profissional (Ceap),  eng. civ.  Osmar Barros Júnior. 

Rompimento da barragem em Brumadinho (MG)
Antes de encerrar, o presidente ainda comentou o desastre na Barragem VI no Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que se rompeu na tarde de sexta-feira (25). Krüger  contabilizou os números signigicativos da tragédia, que novamente atingiu o estado mineiro, e lembrou que, segundo a Política Nacional de Segurança de Barragens (lei nº 12.334/2010), o órgão fiscalizador é  a Agência Nacional de Mineração (ANM).

“Estamos em contato com o Crea Minas Gerais e tão logo tenhamos mais informações nós vamos nos manifestar. Neste momento nos solidarizamos com o estado de Minas Gerais, com o Crea - que está acompanhado de perto - e , principalmente, com as vítimas e suas famílias. Lamentamos profundamente, mas precisamos aguardar as informações para que qualquer manifestação do ponto de vista técnico seja feita com a prudência que se requer em uma hora dessa", finalizou o presidente do Confea.


Maria Helena de Carvalho e Fernanda Pimentel
Equipe de Comunicação do Confea

UFSCar recebe inscrições para mestrado em Engenharia Mecânica

A UFSCar inicia neste ano as atividades de mais um programa de pós-graduação, com o curso de mestrado acadêmico do recém-criado Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica (PPGEMec), aprovado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e com inscrições no processo seletivo para a primeira turma abertas entre os dias 14 e 28 de janeiro. O edital do processo seletivo está disponível no site do PPGEMec, em www.mecanica.ufscar.br/pos-graduacao, e estão sendo oferecidas 15 vagas, com início neste primeiro semestre. 

O PPGEMec nasceu de uma parceria entre docentes dos departamentos de Engenharia Mecânica (DEMec) e Engenharia de Materiais (DEMa) da UFSCar, origem do grande diferencial do Programa: o foco na investigação da influência de processos de fabricação sobre características do produto final. Para tanto, o Programa, cuja área de concentração é "Materiais e processos de fabricação", conta com duas linhas de pesquisa: "Conformação mecânica" e "Engenharia de superfícies". As pesquisas desenvolvidas deverão contribuir para a compreensão dos efeitos dos processos de fabricação nas propriedades finais da peça, diretamente ligadas à sua durabilidade e à sua eficiência durante o uso. 

A linha de pesquisa em "Conformação mecânica" terá foco em técnicas de processamento baseadas em conformação plástica, abarcando três variantes: deformação plástica severa; controle da textura cristalográfica de ligas de alumínio; e simulação do processo de conformação pelo método dos elementos finitos. Já a linha de "Engenharia de superfícies" enfoca o estudo da utilização de processos de usinagem para geração de superfícies que apresentem melhor desempenho funcional em aplicações envolvendo cargas mecânicas, térmicas e químicas. Para o desenvolvimento dos estudos, o Programa conta com vários laboratórios, com equipamentos de ponta, dentre os quais se destacam, por exemplo, dois equipamentos multiusuários adquiridos recentemente com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp): um microscópio para análise de imagens tridimensionais e uma retificadora de insertos de corte, sendo que esta é a primeira do seu tipo em instituições de pesquisa no Brasil. 

"Além de olhar para processo e produto, uma outra característica do Programa é a preocupação com a aplicação do conhecimento. Nossa expectativa é que possamos contribuir para o desenvolvimento da indústria brasileira, tanto pela formação de seus profissionais, quanto pelo estabelecimento de novas parcerias em pesquisa, desenvolvimento e inovação", registra o Coordenador do PPGEMec, Carlos Eiji Hirata Ventura, docente do DEMec, explicando que o Programa espera receber tanto profissionais de empresas de todo o País interessados na oportunidade de capacitação, quanto engenheiros e tecnólogos interessados na continuidade da carreira acadêmica. "Em relação aos profissionais atuantes na indústria, a expectativa é que tragam problemas da sua realidade para a Universidade, e que possamos contribuir com o conhecimento fundamental produzido e sistematizado na Instituição", complementa Ventura. 

O processo seletivo será composto por prova escrita e avaliação curricular. Todos os detalhes sobre o PPGEMec e o processo seletivo podem ser conferidos no site do Programa.

Confea posiciona-se contra pregão eletrônico para serviços de engenharia

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) marcou presença na manhã desta quarta-feira (16) na audiência pública sobre Pregão Eletrônico, no Ministério da Economia. 

Acompanhado de conselheiros federais, da Assessoria Parlamentar do Confea, da presidente do Crea-DF, eng. civ. Fátima Có, e lideranças de entidades de classe, o presidente Joel Krüger levou contribuições técnicas para o debate que irá tratar da norma que regulamenta e altera as regras do Pregão Eletrônico para aquisição de bens e serviços comuns – de acordo com o que determina o Decreto nº 5.450/2005.   

A possibilidade de utilizar Pregão Eletrônico para serviços de engenharia, está entre as mudanças propostas que suscitam preocupação entre lideranças do sistema profissional. “Nosso posicionamento é contrário a esse tipo de licitação, considerando a especificidade de obras e serviços de engenharia, os quais não podem ser considerados comuns”, defende o eng. civ. Joel Krüger. 

Lei do Pregão considera bens comuns “aqueles cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos pelo edital, por meio de especificações usuais no mercado”. Nesse sentido, a legislação representa uma distorção quando utilizada para contratação de serviços de engenharia, pela necessidade de avaliar fatores como a formação profissional, por exemplo. “Aplicar esse tipo de licitação a contratações de serviços de engenharia, seja na forma presencial ou eletrônica, é proibido pela legislação atual”, alerta o presidente do Confea citando os Decretos nº 3.555/2000 e 5.450/2005, regulamentadores da Lei nº 10.520/2002.

 

Sobre o assunto, o Confea estabelece em Decisão Plenária (PL-0365/2014) que jamais poderão ser classificados como comuns os serviços de engenharia e agronomia que exigem habilitação legal para sua elaboração, com a obrigatoriedade de emissão da devida Anotação de Responsabilidade Técnica perante o Crea, como projetos, consultoria, fiscalização, supervisão, perícias, laudos e estudos técnicos, dada a sua natureza intelectual, científica, técnica, risco aos recursos hídricos, meio ambiente e humano. São, na verdade, caracterizados como serviços técnicos profissionais especializados, de grande complexidade, exigindo assim profissionais legalmente habilitados e com as devidas atribuições, conforme também detalha o art. 13 da Lei 8.666, de 1993.

No Pregão, ganha quem apresenta a proposta com menor preço. Esse é outro ponto que chama atenção do Confea. “É preciso atentar para a boa prática da engenharia, fundamentada nas etapas de planejamento, projeto, execução e manutenção das obras. Nem sempre o menor preço é garantia de qualidade e segurança da obra”, observa Krüger.

Dê sua contribuição técnica
O assunto está em discussão também na internet. Até 21 de janeiro, é possível participar da consulta pública online sobre Pregão Eletrônico. Para contribuir, acesse o Participa.br e faça o cadastro ou para acessar diretamente a consulta, clique aqui.

 

Equipe de Comunicação do Confea

Vem aí... XIX CONEMI

A preparação do Congresso de Engenharia Mecânica e Industrial (CONEMI) já está a todo vapor. A décima-nona edição do maior encontro de profissionais da área em todo o País será realizada na capital de Mato Grosso do Sul, Campo Grande.

O tema da edição visa provocar soluções que Engenharia Mecânica e Industrial dispõe para melhorar o agronegócio nacional. Já tradicional no calendário de eventos da Engenharia, o CONEMI será realizado no segundo semestre de 2019.

O evento promove a integração entre o conhecimento científico e técnico, reunindo professores, acadêmicos e profissionais da indústria. “O CONEMI é capaz de promover essa interação entre o mercado de trabalho e a academia, apresentando inovações e soluções práticas para o desenvolvimento do nosso País”, avalia o presidente da FENEMI, eng. mec. Marco Aurelio Candia Braga.

Atualmente, a sede itinerante da FENEMI está localizada em Campo Grande, MS, cidade de origem do presidente nacional, o que vai contribuir para a organização do evento, que já tem local definido: a Escola Senai da Construção.

O primeiro lote de inscrições é promocional e já está disponível para reserva de vagas. Acessehttps://www.sympla.com.br/fenemi e garanta sua vaga!

GT elabora minuta de resolução que visa refinanciar débitos com o Sistema


Criado pela Decisão Plenária PL-0655/2018, o GTOE (Grupo de Trabalho Ordem Econômica), ligado à CCSS (Comissão de Controle e Sustentabilidade do Sistema), do Confea, se reuniu extraordinariamente nestas quinta e sexta (11), na sede do Conselho, em Brasília. Em pauta, minuta de proposta de resolução que viabiliza o parcelamento do pagamento de anuidades e multas em atraso.

Coordenados pelo conselheiro Marcos Camoeiras Marques, eng. civil, os integrantes do GT - Marcelo Costa Maia, eng. civil que preside o Crea-TO; Laércio Aires dos Santos, eng. ftal e Dirson Artur Freitag, eng. agrônomo, presidente do Crea-MS, estudam a melhor forma de facilitar os pagamentos aos cerca de 1 milhão e 300 mil profissionais registrados no Sistema Confea/Crea.

“Será um novo ciclo para os profissionais do Sistema, para os Creas e para a sociedade porque os leigos multados pelo Sistema por exercício ilegal da profissão, previsto na Lei 5.194/66, também poderão promover a negociação de suas dívidas com prazo de até 24 meses e retroativo aos anos de 2014 a 2016”, comenta o coordenador do GT, diz, informando que os debates se estendem desde julho passado e atendem à preocupação manifestada pelo presidente do Crea-TO, que considerava, durante a reunião, que “os profissionais não querem parcelar apenas o ano vigente, mas também o anterior que estiver em atraso”. 

Com a assistência técnica de Fábio Merlo e a colaboração de Wanessa Borges de Almeida, Gerente de Conhecimento Institucional, e de João Carvalho, da Procuradoria Jurídica, o GTOE deve encaminhar suas sugestões à Comissão de Controle e Sustentabilidade do Sistema (CCSS), que por sua vez elaborará parecer que será submetido ao plenário do Confea.

Fonte:
Maria Helena de Carvalho e Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea

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